terça-feira, 28 de agosto de 2012

Vídeo: Volta ao dia em 80 mundos

Segue o vídeo da cadena da via "Volta ao dia em 80 mundos" aberta recentemente no setor do microondas em Brejo da Madre de Deus!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Estilo Élvis - Primeira Ascensão e croqui atualizado

Ontem foi dia de escalar uma das primeiras vias de Brejo, o Rampão, aproveitamos a viagem pra entrar nas duas vias em móvel que existem na parede vertical no final dos 290m do Rampão (3° VIsup E3 D3).

Primeiro entramos na Pastor João e a Igreja Invisível, só que em vez de entrar pelo início original, fizemos pela variante vindo mais de baixo por uma pequena chaminé. Mas o filé mesmo é a parte que já havia sido conquistada, lances de oposição protegido com peças grandes!

Depois rapelamos pela Estilo Élvis, via que ainda não havia sido encadenada, fazendo a limpeza da mesma. Otto entrou na sequência e fez a primeira ascensão, eu entrei em seguida e também consegui mandar a via que ficou graduada em VIIb, bem exigente, com boas proteções e um crux daqueles!

Aproveitei pra atualizar o croqui do "topete", ótima pedida pra quem gosta de brincar com as peças, confiram:

sábado, 18 de agosto de 2012

The's Northeadas - Croqui

Já faz tempo que essa via foi aberta pelo trio "desnorteado", mas ainda estava sem croqui, consegui fazê-lo no último final de semana e cá está:


Ótima opção de escalada tranquila e bem protegida, ideal pro fim de tarde, quando o sol tá mais baixo, em alguns momentos ela passa bem próximo aos grampos da via BBzim, fique atento para não continuar pela via errada. Vale também ficar esperto com o primeiro grampo que é alto!

Novas Vias na Bicuda!

Na última semana abri duas novas vias na bicuda, a primeira foi ao lado da Fendofobia (7c) e se chama "Volta ao dia em oitenta mundos" acho que deve ser em torno de 7c também, as duas compartilham o mesmo início e seguem em móvel até a parada. A sugestão pra proteger a via é 1 jogo de nuts (médios e grandes), friends (#0,25 ao 3) e 4 costuras.

Na cadena da volta ao dia

A segunda via foi minha primeira conquista em solitário, abaixo vai o croqui e um vídeo que o Slas editou da nossa repetição da via:

Bons Ventos


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Number One, a verdadeira história!

Há alguns dias publiquei aqui no blog a notícia do "término da conquista" da Number One, na Pedra do Cachorro. Ontem fui contactado pelo Garibaldi Perrusi (Bal), um dos conquistadores da via ao qual eu não contactei antes da empreitada (contactei apenas um deles para pedir permissão). Eis que agora temos a verdadeira história da conquista, que já havia sido finalizada em 1999!

Segue o texto enviado por Garibaldi Perrusi contando como foi a conquista e me dando uma bronca pela falta de pesquisa minha nates da empreitada:

 Garibaldi e Alex recomeçando a conquista da Number One

"A face da Pedra do Cachorro foi descoberta por acaso quando eu (Bal), Carlos Guardiola e a Simone que na época, namorava com Carlos, irmão de Alex, estávamos voltando de uma trilha no meu 4x4 de fazenda nova pela lateral esquerda - sentido Fazenda Nova x São Caitano, quando a Simone viu a face e deu um grito pra que nós olhássemos para ver aquilo! Quem está por trás da Pedra não tinha a menor ideia que houvesse uma parede daquela.
Foi daí que o Carlos disse que deveríamos fazer uma via de escalada lá! Então logo fomos montar uma equipe de escaladores – que naquela época não havia muitas opções! Então ficou, Carlos Guardiola, eu(Bal), Alex Guardiola, Wam, Menger e Dário(Sgt.EB).
Logo se viu que a empreitada era cara. Carlos muito dinâmico foi logo providenciando meios para essa conquista.
Em um breve resumo, posso dizer que Carlos, logo após começarem as escaladas, foi viajar e parou a conquista que teve reinicio com a configuração de eu(Bal) e Alex como os conquistadores e Dário com Marcos como os nossos apoiadores. Financiei 90% da conquista com chapeletas long life da Petzl que o Carlos intermediou a compra, e grampos P que também foi iniciativa do Carlos, eu comprava o material e ele fez uma pesquisa de como confeccionar os grampos de forma segura.
Quanto aos batedores, o Carlos já havia desenvolvido com tarugos de ferro e proteção de anéis de nylon, com broca de HSS alemã, pois eram as únicas que aguentavam o tranco! Já os martelos nós tentamos de todos os tipos e configurações e sempre quebravam. Foi quando eu comprei o TamTam da Petzl e como você pode ver nas fotos, resolveu o problema, mas, só tínhamos  um. Depois de um certo tempo, coisa que durou quase um ano, pois como eu trabalhava e viajava muito a trabalho e não podia estar conquistando – eram só em alguns fins de semana ou feriados que íamos fazer essa conquista. Passado esse tempo, nós nos separamos - eu e o Alex, e não havia mais ninguém que pudesse substituir o Alex e fazer ao menos uma dupla comigo. Foi quando em 1999 eu resolvi arriscar e fazer a subida solo até o topo como vc pode ver na foto


 Feito que eu repeti mais uma vez, só que dessa vez, instalei uma corda estática no topo e desci pela trilha, no outro dia, fiz novamente a escalada usando um basic da Petzl como um trava quedas e assim obtive segurança para passar novamente esse trecho que faltavam grampos.
Dito isso. Acho que vc deveria ter pesquisado um pouco mais informações sobre essa conquista e os porquês de não haver sido finalizada as proteções, não acha?
Deixo meu sincero abraço aos dois que subiram e finalizaram as proteções mais fico deveras triste que nenhum nome acima citado, a não ser o de Alex, tenha sido mencionado e a forma como vcs disseram por que a via não tinha sido terminada.
Essas fotos são prova desse breve relato e de saudosa lembrança desses dias fantásticos.

Montanha!

Garibaldi Perrusi (Bal)"

 Garibaldi e Alex saindo do porta ledge

 Garibaldi fazendo segurança do guia
   Alex batendo um grampo
 
Garibaldi Jumariando ao ponto de recomeço da via

  Marcos e Garibaldi jumariando

 

 



Fotos do arquivo pessoal deGaribaldi Perrusi

O "maluco" concluiu a conquista em solo, em 1999!
Sempre ouvimos falar sobre a Number One poraqui, como uma via não finalizada, um belo dia resolvemos tentar terminá-la, entramos em contato com o Alex Guardiola, um dos conquistadores, que não sabia da última empreitada realizada por Bal, e nos deu a permissão para tentar concluir a via. 
Felizmente o trabalho foi bem feito, mantendo as características originais da via e, na parte final, conquistada em solo, foram acrescentadas mais 6 proteções, onde até então achávamos que estávamos conquistando, proteções estas as quais me prontifiquei a retirá-las, entretanto o Bal disse que não seria necessário, pois a idéia era proteger esse trecho também.

Quero deixar então bem claro que a empreitada de "Finalização" da Number One não ocorreu em 2012, e sim em 1999! Nossa investida em 2012 acaba de se configurar como uma manutenção/reativação!

Fico feliz em poder resgatar essas histórias importantes pro montanhismo pernambucano, mesmo tendo feito isso com um certo atraso..hahaha. Felizmente tudo ficou bem e Pernambuco tem mais uma via de escalada fantástica nessa montanha incrível que é a Pedra do Cachorro.  
 


Croqui atualizado

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Repetição da Deuses Esquecidos - Serra do Ponto

No último domingo Otto e eu fizemos a primeira repetição da Deuses Esquecidos [4° Vsup (8a/A1) A2 E2 D3], localizada na Serra do Ponto (cume do estado de Pernambuco) em Brejo da Madre de Deus. Boa parte da via foi livrada e pudemos atualizar o croqui após alguns ajustes. Segue o vídeo e o relato da escalada feitos por Adilson Otto:



     "Fazia algum tempo que Cauí estava tentando me convencer a fazer a primeira repetição da Deuses esquecidos na Serra do ponto, pelo croqui gostei da linha da via, mas aquela caminhada me deixava um tanto preguiçoso, já que meu joelho não está muito bem, venho poupando.
      Neste final de semana o grau de se fudência aumentou e decidimos repetir a via, com um pequeno detalhe! Cauí queria fazer alguns ajuste nas proteções para tornar a via mais livravél ou seja teríamos que levar furadeira e tudo mais, assim estaríamos mais pesados.
         Uma corda, um cordelete como retinida, dois jogos de friends e um de nut pra quem guia, e o segundo iria "The flash" no jumar pra acelerar o rendimento. Para não pegar sol saímos as 4:40 da manhã, pois após as 11h a via fica toda no sol, começamos a caminhada ainda no escuro, esta que na verdade é a travessia da Serra do Ponto, após uma hora passando por blocos no terreno tipo rio seco avistamos a parede mais vinte minutos chegamos a base da via.
          Como eu queria guiar a parte dos artificiais e Cauí a parte livre, ficamos todos felizes e ele começou a primeira enfiada, 7c que ainda não tinha sido encadenado, botou pressão nos regletes e passou o lance esticando a corda, chegou na P1, jumariei até a parada vesti a sapata e sai em direção a passagem em meio a vegetação, passando por um diedro inclinado, uns seis metros, com a mão na fenda e o pé na aderência na sequência uma rampa de aderes, nada complicado, e cheguei a P2.
           Cauí chega e se encarrega de fazer a transversal no plato de mato, de tênis mesmo e chega a P3, essa próxima enfiada me deixava ansioso, há tempos não guiava um A2 mas vamos lá, de início sequência de grampos passando para parafusos fui colocando cabo de nut, ai começou valendo, entrei na fenda, peça na frente de peça cheguei na parte do crux uma sequência de nuts na rocha quebradiça, tranquilidade foi essencial assim rapidamente passei o lance, pensei foi fácil, passei alguns lances e a fenda se abriu e tinha muito guano (excremento de morcego) tornando a pedra lisa, coloquei o friend #7 e por incrível que pareça o miserável escorregava que por duas vezes achei que iria vacar, subi um pouco e coloquei uma peça mais potência, chegando naquele velho dilema, saio em livre ou continuo em artificial, aiai, decidi sair em livre pra agilizar, passei alguns metros mas acabei voltando para os estribos tentando correr contra o tempo fiz essa enfiada em quase uma hora, chegamos a P4.
            Já sabendo que o artificial continuava na próxima enfiada, fiz um lanche e arrumei o equipo, lance rápido de uns 20 metros em A1, muito divertido por sinal,cheguei a P5, Cauí resolve tentar livrar o lance e o fez muito bem ficando em 6º sup.
         Essa próxima enfiada é da pancadaria, lance duro com proteções esportivas, Cauí foi entrando, grampo por grampo até que fez um movie errado e vacou, foi uma pena quase saiu a cadena total da via, cotamos o lance em 8a quem não quiser apertar uns bidedos pode passar pisando no grampo, mas vale livrar o lance, subiu mais alguns metros e decidimos fazer a parada opcional por causa do número de costuras, mais algumas sequências um pouco complicadas e chega a canaleta, resolveu adicionar mais uma chapa ao final (trecho conquistado em furos de cliff, tendo apenas o último grampo no rac pra bater no cume) pra tornar o lance mais seguro e livravél, chapa colocada, entrou e passou ficando em 7a.
         Jumariei freneticamente e chegamos ao cume após 5h e 30min de escalada, devoramos o resto do lanche, arrumamos a carga e partimos para o resto da caminhada da travessia da Serra do ponto, visual incrível do ponto culminante de Pernambuco, após 1h e 40 min de descida, com o joelho apresentando sinais de excesso de impacto, chegamos à capela da Mãe Rainha, em Brejo.
         Com certeza uma das escaladas mais técnicas e lindas de Pernambuco, com um visual alucinante de toda região!

Otto"

E aqui vai o croqui atualizado pra quem se interessar: