terça-feira, 17 de novembro de 2015

Brejo da Madre de Deus - Novas Vias

Em outubro o casal Beto e Cyntia passou alguns dias escalando em Brejo e, junto com Silas abriram uma nova via ao lado da Mr. Costão, localizada atrás da escola André Cordeiro.

A via começa na P1 da Mr. Costão e segue pra direita, acompanhando um grande diedro fácil, com possibilidades de proteção móvel. A descida é caminhando, mesmo esquema da via do lado.

Abaixo as fotos da conquista e o croqui:

 Base da via

 Serra do Estrago vista da via

 P2 

 Beto e Cyntia

 P3

 Última enfiada

 Cume!


E no último sábado conquistei com o Hugo outra via na Serra Rasa, não temos fotos, mas segue o croqui e o traçado da via:


N°  2: Martelinho de Ouro

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Vídeo: 5ª Mulambada - Escoteiros de Brejo da Madre de Deus

Confira o vídeo publicado pelo 44° Grupo Escoteiro Águia Dourada sobre um dia de escalada na Pedra da Bicuda, em Brejo da Madre de Deus/PE.

A Mulambada é um evento organizado pela ASPER para que as pessoas possam ter a primeira experiência com escalada em rocha, e todos os anos temos a participação dos escoteiros de Brejo, que sempre se divertem bastante e querem sempre escalar um pouco mais! 

Nós da ASPER ficamos muito felizes por poder difundir nosso esporte não só para adultos, mas também pras crianças, principalmente as que moram na cidade mais incrível de Pernambuco: Brejo da Madre de Deus!

sábado, 7 de novembro de 2015

Se Sobrar eu Vendo! Nova via em Itaúna (Caruaru)

A estrada que leva de Caruaru até Brejo da Madre de Deus é repleta de rocha pra todo lado, e aos poucos vamos conhecendo cada uma delas e abrindo mais algumas vias. Dessa vez a pedra em questão se chama Pedra da Janela, e fica no distrito de Itaúna, município de Caruaru, pouco antes de Fazenda Nova (vindo de Recife).

Faz algum tempo o Luciano tava por aqui e subi com ele e com Eveline até a base da pedra, em um dia que estávamos indo à Brejo e não daria tempo de escalar. Subimos uma trilha super aberta, que leva até o cume, pouco antes do cume paramos pra observar a parede e vimos algumas linhas possíveis. Descemos e estava certo que voltaríamos.

Voltamos, Luciano e eu, junto com o Marcus e a Michele. Escolhemos uma linha bem no meio da parede, na sua parte mais vertical, era claro que seriam duas partes distintas, início menos ingrime e com fendas, final vertical e sem fendas, com sorte, teria agarras. Luciano começou na frente, uma chapa, passou por um bloco encaixado, bateu mais uma chapa, tocou uma parte em móvel, fixou outra chapa e seguiu em diagonal pra direita, em um lance meio de aderência, que ficou sendo o crux da primeira parte, até chegar no lugar em que a parede perde inclinação, subiu um pouco mais e fixou a P1 com uns 50m.






Peguei a ponta da corda e comecei a escalar e bater chapas, no início dava pra parar equilibrado pra furar, depois a qualidade das agarras começou a ficar duvidosa, consequentemente as chapas mais próximas, conquistei intercalando alguns furos de cliff, ainda vislumbrando a possibilidade para ser escalado em livre depois, mais pra cima a situação foi piorando, a pedra ficando mais lisa e as poucas agarras quebradiças. Quando faltavam uns 5 metros pra acabar a parte vertical, e a via ficar fácil, acabaram as chapas que tínhamos. Fim da brincadeira, descemos.

Voltamos recentemente, mais precisamente no mesmo final de semana que abri com o Paulo a "Chaminé Belo Jardim" (post anterior). Guiei a primeira enfiada e saí pra concluir a segunda, comecei a escalar sem o peso do material de conquista e consegui fazer metade da enfiada em livre, escalando delicadamente, até que cheguei no trecho de rocha ruim, onde segui "roubando" até a última chapa que tinha batido antes. Puxei os equipos e bati mais algumas proteções, me livrando do vertical e fazendo a P2 no positivo. Luciano subiu e ainda tocou mais 30 metros de pura diversão, com uma chapa no meio e uma no cume, onde chegamos com a lua cheia nascendo! Uma pena não termos nenhuma foto.



O nome nós roubamos de um bar que tem na entrada da estrada que dá acesso á Pedra da Janela. Acredito que a graduação seja (5° VIsup A1 E3/E1) 120m, sendo a primeira enfiada E3 e a segunda E1.

Acesso: Vindo de Brejo, entrar à direita após o bar "Se sobrar eu vendo",  seguir a principal e entrar na segunda à esquerda, passar por um chiqueiro, uma porteira e seguir até onde o carro chegar, não é possível ver toda a pedra da estrada, pois o morro por onde a trilha sobe tapa a visão.
Seguir a estrada, que vira uma trilha bem aberta subindo o morro até o topo, de onde dá pra ver a pedra toda novamente, seguir pra esquerda como se fosse pro cume, após passar por dois blocos grandes formando uma caverninha pegue uma saída menos óbvia pra direita e siga até a parte mais positiva da base da pedra, depois é só ir margeando a pedra pra direita até a metade da montanha, onde inicia-se a via, é possível ver as duas primeiras chapeletas.
Veja o mapa aqui.

Descida: Descemos de Rapel, mas além de nos parecer óbvio, um morador disse que tem trilha até o cume, então acho que vale a tentativa. O Rapel é bem tranquilo com corda de 70m, com uma corda menor, pode ser complicado mas ainda é possível.

É isso, mais uma via! Valeu parceiros!!



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Pedra do Caboclo - Belo Jardim

A Pedra do Caboclo, localizada no município de Belo Jardim ganhou após muitos anos de namoro, sua primeira via de escalada tradicional, e não tem definição melhor pra via do que "tradicional": chaminé + móvel. Por lá havia apenas uma via esportiva, aberta pelos escaladores locais, a qual não tive oportunidade de entrar, mas olhando de longe pareceu bem interessante. Existe também uma bonita trilha de acesso ao cume, que inclusive, usamos pra chegar na base da via, estranho né? Mas é isso mesmo.

A minha primeira ida ao local não teve muito sucesso, fomos em um domingo, com somente um dia disponível e sem muita informação. Tentamos abrir uma trilha reta por baixo pra chegar na base da parede, mas ao meio dia estávamos longe da pedra, o terreno tava complicado e a progressão lenta, abortamos a missão.

Depois conheci o pessoal de lá, um deles, o Bruno, que tinha acabado de fazer o curso básico e conhece bem a região. Ele disse que o melhor caminho seria subir até o cume e depois descer margeando a pedra por uma trilha que eles usavam pra voltar após descer de rapel.

Andamos por quase duas horas até o cume e depois começamos a descer margeando a pedra, mas a "trilha" já não existia mais, então fomos bem devagar rumo ao objetivo: uma enorme chaminé que vai do chão ao cume bem no meio da pedra.

A chaminé, indicada pelo Bruno como a melhor opção pra conquistar rapidamente foi aprovada e uma ótima pedida pra sair por cima!

A chaminé é gigantesca e se divide em duas por uma rocha mais delgada no meio. Comecei pela direita, escalando tranquilo, dominando dois blocões e depois seguindo por uma chaminé bem aberta, no limite das minhas pernas esticadas sem precisar tesourar. E como tava molhado, foi meio tenso. Felizmente deu pra usar muito móvel e gastei só uma chapa nessa enfiada, passando por baixo de um bloco com cuidado pra não derrubar as pedras soltas ao redor e chegando na P1 (fixa).

A segunda enfiada parecia nos chamar pra tocar reto no tótem do meio da chaminé, tentamos, mas vimos que era melhor começar na chaminé e depois passar pro tótem. O lance ficou exposto pois não tem fenda, nem chapa, mas indo com atenção não tem problema. Logo chega-se à uma fenda onde dá pra proteger e dominar um mega-bloco, onde tem uma chapa pra fazer a segunda parada, enfiada curtinha essa.

Da P2 sai escalando pela face da direita, até chegar em outro blocão onde tem uma chapa, dessa chapa a parede fica obstruída pelo mato. O lance é se agarrar nas raízes puxar com delicadeza até alcançar uma arvorezinha mais firme acima e poder dominar o bloco. Montar a parada na árvore e tá feita a terceira enfiada.

A quarta enfiada é uma caminhada num terreno cheio de pedras soltas até chegar na base da próxima chaminé, onde começa a quinta enfiada: chaminé apertada, atravessa pra direita em cima da terra e domina um lance com um bloco entalado.

A P5 é bem indefinida, tem diversas opções meia-boca pra montar a parada, arvorezinha, blocos, etc. escolha a que acha melhor e boa sorte.

A partir daí, o trecho já era conhecido pelo Bruno, pois eles descem pelo que se tornou a sexta enfiada para acessar o início do rapel que existe ao lado. Tem que ir pra direita, subir um pouco e atravessar mais pra direita, sempre chaminezando, e tocar pra cima a escalada torna-se uma trilha e se pode fazer uma segurança de corpo ou laçar a vegetação lá em cima.

Depois é só  caminhar até o belo cume da Pedra do Caboclo! 

O Paulo veio participando, sempre passando os lances sem problemas, mas quando chegamos ao cume e fomos arrumar a mochila pra descer andando ele percebeu que, além das chapeletas extras, bateria da furadeira,garrafa d'água, tênis, etc, ele carregava uma garrafa de suco de uva integral, e a garrafa era de vidro! Ótima ideia pra carregar na mochila ao escalar uma chaminé.

O Bruno e a Jane não puderam subir escalando pois o tempo tava curo e não sabíamos se ia dar certo terminar naquele dia, então eles voltaram andando. Dias depois, Bruno e Rafael repetiram a via, detalhe, sem proteções móveis. Quem quer, faz!

Hoje a trilha está aberta e sinalizada, aqui vai o croqui e algumas fotos pra quem quiser se aventurar pela Pedra do Caboclo, que apresenta possibilidades de deixar o queixo caído de qualquer escalador!

O nome não poderia ser mais simples e mais propício: Chaminé Belo Jardim.

Valeu Bruno pela força, Paulo pela parceria, jane pela Paciência e o brother que emprestou o facão no dia da conquista pela salvação!!
 Croqui

Vista do cume olhando da trilha. 

Início da via 

 Meio da via. (Ruim de foto na via né...)

 Pedra do Caboclo. A via segue pela grande chaminé que corta a pedra bem no meio.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Guia Atualizado da Pedra do Bico (Macaparana)

Desde o último post nesse blog muitas vias foram abertas por aqui! E desde o último post sobre Macaparana, muita coisa mudou! O número de vias no pico aumentou mais de 100%, totalizando atualmente 33 vias abertas de IV à 8c, de 07 à 45 metros, fixas e móveis, uma mais interessante que a outra. A seguir vou destacar algumas:








A sequência de fotos anterior é da via "Ideia de Jerico", uma linha incrível em um blocão de pedra fenomenal, como você já viu na foto! O mais legal é que rodamos a base da pedra quase toda em busca de uma linha que pudesse ser facilmente escalada, e a opção mais viável foi a primeira linha que vimos, bem na frente da pedra, e a graduação desta "barbada" está na casa do 8c (aguardando confirmações), imagina as próximas vias!
Depois da conquista voltei pra casa e só em outro fim de semana pude voltar, chovia a manhã toda e o Almir, novo morador do Nordeste tava seco pra escalar, mas todas as vias estavam molhadas, exceto...adivinha qual! Não deu outra, ele entrou, tirou todos os movimentos, limpou as agarras, tirou o mato, deichou tudo na mais perfeita condição! E eu dei a sorte de entrar na sequência, com os betas na cabeça e, pra minha surpresa, saiu a cadena!



Algumas idas anteriores renderam outras vias não menos interessantes, porém mais tranquilas, por exemplo, a bonita aresta que o Paulo Brito abriu, chamada "Tente outra vez" (7a), que o Miguel tá escalando na foto acima.
Enquanto isso me meti nessa chaminé da foto abaixo, que me deu até um "Aperto no coração" (VIsup).


E saiu a primeira via longa (tem que ter muita boa vontade pra considerá-la longa) de Macaparana, com seus 45 metros de extensão, são necessário dois rapéis pra descer! kkkkkkkk
Brincadeira à parte, a via "Brilho Eterno" é um 4° IVsup muito divertido, com passadas de aderência e domínios, pé-mão e tal.


 Fiz uma compilação de todas as vias, com fotos das linhas, grau e equipamento necessário, o arquivo está disponível pra download gratuito AQUI.



 Fotos por Wolgrand, Stenio e Jane.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

V Mulambada da ASPER - Como foi

Nos dias 16 e 17 de maio foi realizada pela ASPER a 5ª edição do evento de escalada mais aguardado do estado, a Mulambada!

Mulambo, apelido carinhoso (ou nem tanto) para os iniciantes na escalada aqui na região Nordeste, geralmente é quem deve carregar o peso, aguentar o sol e não ficar pra trás nas caminhadas, mas na Mulambada eles têm muitas regalias!!

Os voluntários da ASPER dedicaram mais um fim de semana pra apresentar aos inscritos a escalada em rocha! Foram montados diversos top ropes (corda de cima nas vias) pra diversão da galera. Sempre com muita segurança!

O primeiro dia foi na Furna do Estrago, com fácil acesso e diversas vias para todos os níveis gastarem a sola da sapatilha!
O domingo foi na Pedra da Bicuda, com uma caminhada mais longa e um visual incrível, além de vias bem tranquilas pra galera gastar as energias. Contamos com a presença do 44º Grupo Escoteiro Águia Dourada do Brejo da Madre de Deus-PE, que marcou presença com quase 20 mulambinhos!

Confira algumas fotos do evento abaixo, as mesmas são do arquivo de Priscila e Ana Cláudia.

A ASPER agradece a presença de todos os mulambos e voluntários que ajudaram de alguma forma!















sábado, 30 de maio de 2015

Pedra do Terço e Dia do Trabalhador - Novas Vias



Agora aqui em Pernambuco tem até briga pra ver quem vai usar a furadeira! Brincadeiras a parte, as conquistas continuam, tem gente que tomou mais gosto pelo "serviço" de abrir vias do que por escalar vias prontas, o resultado disso são novos points de escalada e cada dia mais vias abertas nos locais já consagrados.
As duas últimas foram em Brejo da Madre de Deus, a primeira conquistada no "Dia do Trabalhador", feriado que deu nome à via, pelos escaladores locais Silas e Junior. A via fica no "Setor do Diedro", onde existem mais algumas vias no mesmo estilo.
Repeti ela com o Miguel no domingo que teve a V Mulambada, fizemos bem cedinho, antes do trabalho começar! A via está muito boa, protegida com chapeletas ao longo da via, e paradas duplas a cada 30m com grampos P. São 110 m de escalada fácil, mas com as proteções espaçadas, a linha segue por várias canaletas finas do início ao fim.
O acesso à este setor foi atualizado: Saindo da cidade em direção à Serra do Estrago, subir (esquerda) na rua anterior ao colégio André Cordeiro, pegar a segunda à direita (rua sem saída), pular a cerca no fim da rua e seguir por trás do colégio pelo descampado, depois pela trilha aberta, passando por duas cercas, seguindo os tótens até a base do Diedro, visível na esquerda da foto abaixo. Depois seguir margeando a pedra, pouco após a trilha afastar-se da pedra, buscar uma saída à esquerda, para um patamar elevado, onde inicia-se a via.

Dia do Trabalhador (Setor do Diedro)

  Croqui da Dia do Trabalhador (Clique para ampliar)

A outra via fica na Pedra do Terço, no Sítio Paridas, pouco depois da Serra Rasa.
Conquistamos esta na sexta-feira que antecedeu a Mulambada, com a companhia do paulo Brito.
Na imagem não dá pra ver direito, mas no meio da pedra tem um diedro visível do chão, com cerca de 20 metros pelo menos, miramos nele e comecei a conquista.
Subi 30 metros fáceis em agarras boas e bati a primeira chapa, quando o terreno ficou um pouco mais delicado, puxando um pouco pra esquerda afim de encontrar o diedro. Chegando lá, pra minha surpresa, não cabia nenhuma peça. a pseudo-fenda era rasa e aberta, segui por mais alguns lances e bati uma chapa no fim do diedro, onde a pedra fica um pouco vertical. Contornei pela esquerda a parte mais ingrime e bati a parada dupla, a 60 metros (depois bati mais uma chapa no lance, pra passar reto sem perigo de chapar na rampa).
Paulo pegou as chapas, a furadeira marreta, estribos e tudo mais e tocou a segunda enfiada, cheio de peso inútil! Foram cerca de 20 metros tranquilos até a pedra perder a inclinação e continuar por mais 20 m suavemente até o cume, onde tem um cruzeiro que pode servir de ancoragem.
Devido ao reduzido número de proteções e especialmente ao cruzeiro no cume, demos o noma de "Proteção Divina" pra via.
Optamos por deixar ela mais "limpa" pois não é necessário descer de rapel. Chegando no cume, não dá pra rapelar, vire à esquerda e siga uma trilha rápida até a base. Ainda assim é possível rapelar da P2 com 01 corda de 60 m.
Já tem, mais um projeto em andamento ao lado, com 30 metros.

Proteção Divina (Pedra do Terço)

 Croqui da Proteção Divina (Clique para ampliar)